Act Without Words v1.1

site do projecto em: http://actwithoutwords.wordpress.com

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Por:
Daniel Pedrosa
Fernando Benzinho
Manuel Loureiro

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2. objectivo(s)


1. Através de uma plataforma multimédia, desenvolver uma representação metafórica da peça Act Without Words I de Samuel Beckett.
2. O projecto parte, da proposta formulada na cadeira de laboratório multimédia do mestrado multimédia da Universidade do Porto, para a criação de um suporte multimédia que proporcionasse interactividade em tempo real. Um dos objectivos mais imediatos é dar assim resposta à proposta.
3. Procurar-se-á que o projecto adquira uma crescente autonomia da peça de Beckett. Poderá alcançar um estatuto próprio como objecto de arte a partir da definição como tal dos seus utilizadores. Se não alcançar, óptimo! Pretende-se sobretudo abrir um espaço de reflexão em torno da arte e comunicação multimédia. O projecto e o blog serão potenciadores dessa discussão.
4. Utilizar o resultado final para exibição pública, em espaços museológicos ou públicos como estações de metro, estádios ou edifícios públicos.

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3. contextualização


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Peça act without words I de Beckett,filmada por Karel Reisz (2001).

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A acção na peça decorre no deserto sob uma luz ofuscante. O elenco da peça consiste num só homem que, no início da peça, é atirado para trás, para o palco. Aqui, ouve um assobio do lado direito. O assobio é uma espécie de chamada, e após alguma reflexão, segue em sua direcção. Somente para descobrir que é atirado novamente para a sua anterior posição. De seguida, o assobio vem da esquerda. E cena repete-se novamente. Não existe saída! Ele senta-se no chão e, imóvel, olha para as suas mãos. A seguir a esta breve descrição, seguem-se uma série de objectos colocados à sua disposição, com os quais o actor procura interagir. Na realidade, esses objectos são-lhe disponibilizados por uma “força externa”, invisível, que da mesma forma que os coloca, também os torna inacessíveis ao actor. A esta descrição segue-se um novo conjunto de objectos e de tentativas de interacção. Tudo para ciclicamente, levar a que o actor desista e permaneça imóvel. Situação na qual a peça termina.
Toda a peça recorda-nos uma demonstração de uma experiência científica. O actor torna-se o rato de laboratório numa jaula da qual não consegue sair (palco), o cientista (“força invisível”) que manipula e experimenta o comportamento do rato e, por último o público, que poderíamos comparar a um grupo de estudantes que observa a experiência do seu mestre cientista, mas não intervfere na acção.
A designação “Act without words v1.1” relaciona-se com a terminologia informática. Também por correr o risco de ser confundida com uma peça posterior de Beckett, “act without words II”. Poderíamos dizer que é uma versão de actualização da peça original. Neste caso, a peça é transposta simbolicamente para uma plataforma multimédia. Ao procurar reproduzir metaforicamente a peça, através do suporte multimédia procuramos estabelecer um paralelismo da acção. No nosso projecto o utilizador atravessa uma sala sem qualquer objecto, somente uma projecção na parede. Ao fazê-lo, apercebe-se que o seu movimento despoletou uma mudança sonora na sala (tal como o apito na peça de Beckett). Este ao voltar-se para a parede e, ao procurar compreender o que terá motivado essa mudança sonora, movimentar-se-á o que tornará o utilizador consciente do seu controlo. Ao compreender que possui controlo (aparente) sobre o objecto explora-o até à sua satisfação/exaustão para, no final o esquecer e abandonar (reproduzindo o mesmo abandono de procura de interacção com os objectos presente na peça).

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4. fundamentação

O projecto procura juntar arte com tecnologia. A sua exibição pública, em locais frequentados por pessoas no seu quotidiano procura dismitificar a arte bem como a tecnologia e o seu funcionamento. A ideia de sermos vigiados nos meios urbanos com câmaras, provoca efeitos diferenciados. Segurança. Controlo. Invasão de privacidade. Protagonismo. As imagens recolhidas são enviadas para alguém, por um meio desconhecido, algures, para um uso indeterminado, para uma entidade indeterminada com alguém indeterminado no seu visionamento. Em muitos aspectos esta “entidade”, mais ou menos oculta assemelha-se com a “força oculta” descrita na peça. Torna-se assim pertinente especular (por enquanto), mapear e analisar os comportamentos do comum cidadão apanhado desprevenido, em frente a uma câmara num local mais ou menos público. Toda esta questão transportar-nos-á para a eterna questão do “o que é a arte”.
Não estamos particularmente interessados em encontrar respostas, pretendemos interpelar os utilizadores do objecto questionado-os do seu significado para construir a partir daí respostas.

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5. objecto(s)

Como objecto material, trata-se de um suporte multimédia, de base tecnológica como resposta a uma necessidade de gerar interactividade em tempo real. O projecto é, predominantemente artístico, procurando combinar a arte com tecnologia. Como objecto imaterial, consideramos toda a informação relacionada com o projecto. Como registo/memória do mesmo, decidimos criar um site/blog para depósito/divulgação pública do projecto. Sempre que existir uma apresentação pública do projecto, esta terá suportes gráficos próprios criados pelo grupo, acompanhada marcas das instituições associadas.

Possivel esquema de funcionamento do suporte multimédia.
Neste possível cenário, a interacção não se restringe apenas a uma pessoa e ao ambiente gerado pelo suporte multimédia mas sim a uma interacção entre duas pessoas em dois espaços distintos.

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Descriçao técnica de execução do projecto em MAX/MSP+jitter.

Max/MSP is a graphical environment for music, audio, and multimedia.

In use worldwide for over fifteen years by performers, composers, artists, teachers, and students, Max/MSP is the way to make your computer do things that reflect your individual ideas and dreams. Max/MSP is a true cross-platform system compatible with both Mac OS X and Windows XP. Max/MSP is a graphical programming environment, which means you create your own software using a visual toolkit of objects, and connect them together with patch cords. The basic environment that includes MIDI, control, user interface, and timing objects is called Max. Built on top of Max are hundreds of objects, including two powerful collections from Cycling ‘74.

Cycling ’74, internet homepage

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O primeiro módulo a partir do topo (identificável pela área cinzenta como fundo) efectua a captura de imagem da camara (jit.dx.grab) e identifica com a côr branca os pixeis onde há movimento. A identificação do movimento é efectuada subtraindo os pixeis iguais entre uma matriz de pixeis e a que está imediatamente anterior. A função cv.jit.blobs.centroids vai identificar as coordenadas do centro das várias manchas brancas resultantes da detecção de movimento.

O segundo módulo é o cv.jit.centroids.draw sem nenhuma alteração. Está a ser utilizado para extrair as coordenadas de cada uma das manchas localizadas e identificadas como movimento. Esta função desenha cruzes vermelhas de centro nas coordenadas calculadas atrás, bem como uma circunferência em seu torno, maior quanto maior for a mancha de movimento. Visivel na janela de fundo preto, no canto inferior esquerdo. Vão sair 3 valores. O primeiro escolhido ao acaso que é a coordenada da parte inferior do eixo vertical da cruz. A segunda que é a da parte esquerda do círculo em torno da cruz. A terceira que é da parte direita do círculo em torno da cruz.

No terçeiro módulo entram as 3 coordenadas. No conjunto mais à esquerda entra a 2ª coordenada (da parte esquerda do círculo em torno da cruz) e é verificado se ela se encontra nos primeiros 100 pixels (medindo numa linha horizontal). Caso se verifique a condição sai um número 127 pela saída da esquerda que acciona o som respectivo. Caso contrario sai o número 1 pela saída da direita e é activado um buffer que analisa e conta a quantidade de uns que lhe estão a chegar. Até 5 uns seguidos o buffer emite o número 127 que acciona o som. A partir daí emite o número 0 que corta o som. O processo é semelhante para os outros dois conjuntos.

No quarto módulo entram os valores 0 ou 127 que controlam o volume de cada um dos ficheiros .wav que estão sempre a ser reproduzidos em loop.

No quinto módulo é calculado o número de ficheiros .wav que estão a tocar em simultâneo.

No último módulo é activado um servidor flash que irá efectuar um broadcast do valor correspondente ao número de ficheiros a tocar em simultâneo sob a forma de uma variável a ser utilizada por um ficheiro flash. Ele identifica o número de clientes ligados. Os ficheiros flash têm que estar configurados para pedir uma ligação a esta máquina (pelo seu nome de domínio) pela porta configurada (neste caso 31337).

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6. metodologia e horizonte temporal

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Procuraremos encontrar no espaço do mestrado o espaço para prosseguir com o projecto de forma a que este tenha projecção pública. Nesse sentido procuramos estabelecer um cronograma de implementação do projecto. Nesta fase um dos objectivos está já conseguido, porém o integro cumprimento dos restantes propostos implica passa por uma redefinição do mesmo de forma a adequá-lo e a optimizá-lo para exibição pública. Temos no seu desenvolvimento três locais de exibição de crescente importância e complexidade (caixa ao lado). Teremos assim a possibilidade de testar o projecto e registar reacções dos utilizadores de forma podermos melhorar para as exibições seguintes. O site/blog será, por assim dizer um roadbook registando e gerindo discussões em torno do projecto.

Feira das profissões, dias 7, 8 e 9 de Abril no Europarque, Santa Maria da Feira. É um evento direccionado e alunos do básico e secundário bem como aos pais e empresários da região (realizada em simultâneo com a feiranegócios). Será o nosso primeiro teste com um público não especializado e permitir-nos-á testar e registar reacções dos utilizadores.

Serralves em festa, Junho no Museu de Serralves e espaços anexos, Porto. É um evento que acolhe públicos diversificados, mas também o mais especializado em arte que prevemos encontrar. Será curioso observar aqui, as diferenças de opinião sobre o objecto relativamente ao primeiro evento, ou não.

Metro do Porto, Julho a Setembro, Porto. Os utilizadores do metro serão surpreendidos com um objecto que certamente estranharão não se tratar de publicidade. Porventura a estranhesa será tal que o mais provável é que este não seja ignorado. Será também interessante observar a reacção de turistas em visita à cidade, constituindo assim, também um objecto de animação ou de arte. Procurar-se-á observar aqui também, as diferenças de opinião sobre o objecto relativamente ao primeiro evento, ou não.

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FEUP, 31.01.2008. Apresentação e demonstração do funcionamento do projecto para a cadeira de Laboratório Multimédia no âmbito do Mestrado Multimédia.

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7. bibliografia, referências
REISZ, Karel – filme Act Without Words I (2001).
Wikipedia. Acesso em 06.01.2008. Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Act_Without_Words_I
Cycling ‘74 [homepage na Internet]. Acesso em 31.01.2008. Disponível em: www.cycling74.com/products/maxmsp.
Fundação de Serralves – Concurso Projectos Artísticos – Serralves em Festa 2008 [Homepage na Internet]. Acesso em 31.01.2008. Disponível em: www.serralves.com/actividades/detalhes.php?id=1296&gclid=CIGc9tz5oZECFQVFMAodNkA1Yg.

Uma resposta to “Act Without Words v1.1”

  1. Act Without Words v1.1 « Arte e Comunicação Multimedia UP Says:

    […] página no blog […]

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