Portfólio Digital

 1.       TÍTULO: PORTFÓLIO DIGITAL

Subtítulo: Livro animado 

2.       OBJECTIVO

Proporcionar uma viagem virtual ao mundo e obra de Soares dos Reis, criando um portfólio digital.

Desenvolver a sensibilidade para o design de interfaces, numa perspectiva de visualização e de interacção.

Pesquisar, seleccionar e organizar o máximo de conteúdos, associados a Soares dos Reis, e fazer ligações com os vários saberes, procurando, na medida do possível, introduzir conteúdos programáticos das disciplinas do ensino básico.

3.       CONTEXTO

António Soares dos Reis nasceu em 1847, no sítio do Padrão, em Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia e às 8 horas da manhã de 16 de Fevereiro de 1889.Foi aluno e professor, da Academia Portuense de Belas-Artes. Viveu em Paris e em Roma, e teve um percurso de vida atribulado e um fim de vida dramático.Deixou uma obra bastíssima de entre a qual se destaca: Escultura: “Abandonado”, “Filha dos Condes de Almedina”, “Brotero”, “Afonso Henriques”, “Flor Agreste”, “Inglesa”, “Cristo”, “Saudade”, “Desterrado”…; Desenho: “Agar e Esmael”, “Desenho modelo nu”, “Moisés”, “Mulher com criança ao colo”, Cabeça de Velho”, …  

4.       EXPLICITAÇÃO

É este o ponto de partida para uma ambição superior de procurar encontrar um caminho que recorde este passado, cuja memória não devemos olvidar. Porque sabemos que a informação não se encontra convenientemente tratada e, a estar alguma, haverá sempre pontos de ligação com outras vivências possíveis de abordar e questionar, este é o nosso propósito e se a ambição for maior que as possibilidades reais assumimos as nossas limitações, sabendo que este é um caminho possível, convicto que no fim a gratificação pelo esforço dispendido terá valido a pena.Digamos, pois, que esta primeira abordagem tem como ponto de partida um estudo de caso e a sua primeira projecção organizacional, em termos das necessidades que irão sendo reajustadas ao longo do projecto, cujo processo se inicia com a pesquisa e recolha de informação e a delimitação dos campos sequenciais de intervenção.É minha intenção final, a criação de um PORTFÓLIO VIRTUAL, procurando colmatar uma necessidade dos alunos de passarem a ter acesso, de forma lúdica e informal, a uma visão pedagógica/documental e interactiva do Patrono da Escola, onde exerço a minha actividade profissional.

 5.       METODOLOGIAEsquema global

·         Desenvolvimento teórico da tecnologia “Fotografia Digital”, conceito, formas de armazenamento.

·         Criação de uma página WEB.

·         Levantamento fotográfico de todo o espólio existente do artista, em função de critérios previamente estabelecidos e face ao consentimento dos organismos onde existem obras do artista.

·         Levantamento fotográfico de todos os documentos existentes, de acordo com as autorizações que venha a conseguir.

·         Pesquisa e estudo do software disponível de forma a conceber uma interface de acordo com os objectivos definidos, procurando que a análise de pormenor se torne viável.

·         Desenvolver formas de interacção ao nível da visualização dos conteúdos.

·         Utilizar os media que se venham a revelar mais funcionais e adaptados ao nível etário dos futuros utilizadores 

Esquema para Arte e Comunicação Multimédia

Assim, o processo já se iniciou pela recolha exaustiva da informação possível sobre Soares dos Reis, desde a descrição sumária de obras expostas em Museus e/ou em locais públicos, ou eventualmente noutros espaços privados e cuja autorização se venha a concretizar no sentido de a poder incluir neste trabalho, bem como de elementos e factos históricos ocorridos na sua época.Neste domínio, procurarei, ainda, proceder a uma primeira aproximação ao modelo de organização do trabalho final, criando uma estrutura organizativa de forma a tornar o “objecto” final de fácil manipulação e sobretudo perceptível por quem o vier a utilizar.Nesse sentido a prioridade vai para o levantamento inicial do “tipo” de software mais aconselhável, sendo certo que se tratará de um programa que há-de permitir a simulação 3D, de forma a responder assim a uma das minhas pretensões – animação de uma das obras mais emblemáticas do artista.

Desafio aos colegas: quem quiser “dar uma mãozinha” na criação de objectos 3D, tem aqui um grupo de trabalho.  

6.       HORIZONTE TEMPORAL

Este projecto terá um caminho próprio, em função das minhas próprias aprendizagens, dos avanços e recuos, com que certamente serei confrontado, mas espero ter uma primeira “maqueta” do livro, conteúdos, ligações, forma de manipulação, … depois do final dos trabalhos do 1º semestre. 

7.       BIBLIOGRAFIA / REFERÊNCIAS 

·         RIBEIRO, N. (2007) – Multimédia e Tecnologias Interactivas – 2ª edição. Lisboa: Lídel – edições técnicas, Lda. Poggi, L (2004) “Conheça o Mundo digital – guia prático de ajuda para principiantes” – tradução de Vasconcelos, I; Eliseu, A. (2005): Deco Proteste, Editores Lda.

·         Oliveira, Helder (2006) – Dreamweaver 8 – Depressa & Bem – 2ª edição. Lisboa: Lídel – edições técnicas, Lda.

·         Amigos de Gaia – Boletim da Associação Cultural. Nº 26 (número especial). Maio de 1989 (4º volume).  

·         “A Flor Agreste” – Era uma vez uma escultura. Exposição itinerante do Museu Nacional de Soares dos Reis (1986-1987).

·         “Soares dos Reis – Trabalhos e Recordações” (Junho / Outubro de 1989. Exposição evocativa do centenário da sua morte. Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia.

·         Baldaque, M; Almeida, B – Soares dos Reis – Memória e reconhecimento. Instituto Português do Património Cultural. 

Janeiro de 2008 

Adriano Gomes Lopes

Fernando José Vaz Guedes Bacelar Saraiva

Manuel António da Rocha dos Santos

Primeiro Levantamento das obras mais importantes (30/01/2008)

ANO

IDENTIFICAÇÃO DA OBRA TIPO DE OBRA LOCALIZAÇÃO OU FINALIDADE DA OBRA
1861 Cabeça de Velho Escultura (aprovação 1º ano de escultura)  
1862 Fauno Escultura tirada do gesso (exame 2º ano)

1866 Viriato Estátua em gesso  
  Hércules esmagando entre os braços o gigante Anteo Baixo-relevo em barro  
1867 Firmino Busto  
1867 Mercúrio adormecendo Argos ao som da flauta Baixo-relevo  
1868 Academia sentada Gesso  
1869 Negro Nu sobre placa  
1869 Aquiles entregando Briséis Baixo-relevo  
1869 Le tireur d’épines    
1870 Pescador    
1870 Carro de Apolo Estuque Tecto da sala de Joaquim Ferreira Pimenta Campos 
1870 Coração de Maria Talha em madeira policromada Templo de Guimarães
1870 General João José de Lima Costa Busto em barro cozido  
1871 Domingos Sequeira Medalhão  
1871 Desterrado   Início do trabalho  Porto ****************************************
1872 Cristo Morto Gesso e madeira Igreja de S. Cristóvão de Mafamude, Vila Nova de Gaia
1872 Virgem das Dores Madeira Igreja de S. Francisco, Guimarães
1872 Neptuno, Júpiter, Juno, Dançarina Em barro vidrado  
1874 Senhora da Vitória Madeira Igreja da Vitória, Porto
1874 Anjo decorativo Madeira Igreja da Vitória, Porto
1874 Visconde de Tamandarê Busto em mármore de Carrára  
1874 Marquês do Herval Busto em mármore de Carrára  
1874 Artista na Infância Mármore Duquesa de Palmela
1874 Cabeça de Negro Mármore (Família Chamiço, Lisboa);  Rodrigo Faria de Castro (Lisboa)
1874 Carpideira Modelo para canteiro  
1874 O Desterrado   Patente na 2ª exposição Trienal da Academia Portuense de Belas Artes; Museu Soares dos Reis
1875 Saudade Escultura Pertença de Oliveira Chamiço
1876 Domingos de Almeida Ribeiro Busto  
1876 Conde Ferreira Estátua em Gesso Campa do benemérito em Agramonte, Porto
1877 Cristo Agonizante    Gaia-igreja
1877 Riqueza, Música, História e Trabalho Modelos para canteiro  
1877 Emília Pinto Leite Busto (mármore apenas esboçado  
1878 Francisco Pinto Bessa Busto em gesso Câmara Municipal do Porto
1878 Camões Baixo-relevo  
1878 Flor Agreste Mármore de Carrára Terminada em 1881
1879 Mercúrio e Comércio Modelos para canteiros  
1879 A Saudade (novo modelo) Modelo para canteiro  
1880 Camões Busto Ateneu Comercial Portuense
1880 S. José Imagem em Granito Capela do Palacete dos Pestanas, Porto
1880 S. Joaquim Imagem em Granito Capela do Palacete dos Pestanas, Porto

– Trabalho de campo:

              – 31 de Janeiro- Reunião com a Exmª Directora do Museu Nacional Soares dos Reis, Dª Maria João Vasconcelos e a Exmª Conservadora Dª Paula M. Leite Santos. Primeira abordagem sobre os objectivos do trabalho.

  Depois de uma breve introdução, ficou garantida a colaboração e apoio do Museu, nomeadamente a acesso a documentos e o acesso a todas as peças, mesmo as de Reserva do museu. A disponibilidade do MSR, ultrapassou em larga medida as nossas expectativas.

Nova entrada para Lista de peças mais importantes (01/02/2008)

1881

Filha dos Condes de Almedina Estatueta Concluída em 1882
1881 Flor Agreste   EXPOSTA PELA 1ª VEZ, no Palácio de Cristal
1881 Joaquim Pinto Leite Modelo em Gesso Obra recusada pelo retratado
1881 Narciso    
1881 Morte de Adónis Baixo-relevo  
1881 Marques de Oliveira Busto  
1882 Comércio e indústria Medalhões Escadaria da Bolsa do Porto
1882 O Abandonado    
1882 A Filha dos Condes de Almedina e Flor Agreste   Exposta pela 1ª vez, Ateneu D. Pedro IV, Porto
1883 Corregedor Almada e Mendonça Busto Cemitério do Prado Repouso, Porto
1883 Viscondessa de Moser Busto  
1884 Hintze Ribeiro Busto  
1884 José Correia de Barros Busto  
1885 Diogo José de Macedo Medalhão  
1885 Amélia de Macedo Medalhão  
1885 Joaquim de Pinho Medalhão  
1885 Dr. Fernandes Dourado Medalhão  
1885 Emília das Neves Busto da actriz Concluído em 1888
1886 Félix Avelar Brotero Estátua em gesso  
1886 Augusto Cândido Ramos Medalhão  
1887 Carpideira Monumento funerário  
1887 D. Afonso Henriques Monumento Guimarães
1888 Mrs. Lisa Leech Busto em mármore Não concluiu por desânimo da retratada
1888 Leandro Braga Medalhão  
1888 Simões de Almeida Medalhão  
1889 Busto da Inglesa    
1889 Fontes Pereira de Melo Busto É a sua última encomenda. Associação Comercial do Porto

– Até 10 de Fevereiro, foram coligidos e digitalizados vários documentos sobre Soares dos Reis, dos quais se destacam: Brochura comemorativa do “150º Aniversário do Nascimento do Escultor”, editada pelo M. Soares dos Reis em 1997; o álbum “Homenagem 1889. 1989”, alusivo às comemorações do centenário da morte de Soares dos Reis e do nascimento de Diogo de Macedo, que culminaram numa exposição na Cooperativa “Artistas de Gaia” em 1989;

tagides.jpg

Curioso e belíssimo estudo de uma ilustração de 1878 para “Os Lusíadas”: – Tágides impelindo uma Nau.

“Seguindo os passos” de Soares dos Reis- Outra vertente do nosso trabalho é identificar cartograficamente os caminhos percorridos por Soares dos Reis, a oficina, a casa onde nasceu, a Academia, etc…

 fotografia6_casasr.jpg

-Casa-oficina ,R. Luís de Camões 

Temos também a ideia de usar um esboço a 3 dimensões -navegável- do Museu, podendo visitar as peças virtualmente.

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