Episódio 01
Porquê?
A narrativa interactiva assume-se nos dias que correm como o elemento mais importante quando falamos em multimédia e mais particularmente em interactividade. O que fascina a maioria dos criadores multimédia é que de certa forma a sua obra chegue ao utilizador e este a assimile. Evocar conceitos ligados à própria génese dos equipamentos começa a ser difícil de evitar. Como é que o utilizador se relaciona com o seu frigorífico? Com a sua televisão? Com o seu rádio?
O quê e como?
Uma instalação sobre a forma de um dispositivo ou conjunto de dispositivos/equipamentos que quebram com as normas de funcionamento tal qual as conhecemos. Imaginem um radio, que com as devidas alterações, ao mudar a frequência em vez de novos sons obtemos novas imagens numa tela ou num televisor que esteja a partilhar o espaço. Mas tal qual o radio, podemos também alterar outros equipamentos e quebrar os códigos que esses transportam.
Grupo de trabalho :Humberto Duarte, Ricardo Falcão (…)
Tags: interacção
Janeiro 27, 2008 ás 5:00 pm |
O projecto, em si, parece-me propor-se gerir expectativas de uma forma muito eficaz – desenvolvendo um jogo entre as acções desempenháveis sobre a tecnologia de origem e o assombro de uma nova lógica de funcionamento. A promessa de um potencial lúdico é também um factor eficaz.
Existe um programa de mestrado em Media Design no Piet Zwart Institute, em Roterdão, que investe fortemente na redefinição de tecnologias, muitas delas analógicas, em novos contextos de utilização. Podem ver alguns exemplos em: http://pzwart.wdka.hro.nl/mdma/programme
A proposta poderá ter um valor acrescentado se desenvolverem conceptualmente (para além da questão já presente da interacção e relacionamento com as tecnologias por parte do utilizador) a problemática de uma herança analógica passível de reinvenção e reconversão. O problema pode colocar-se para além da dimensão simbólica e investir de igual forma em dimensões utilitárias.